Nos dias 22 e 23 de março, José Alberto Gomes apresenta em Lisboa o seu novo LP a solo, Música para Teatro 2009-2022, e a obra Pautas (2024), em colaboração com Silvestre Pestana e o Supernova Ensemble.
A primeira apresentação acontece no dia 22, às 18:00, na Escola do Largo, onde será apresentado Música para Teatro 2009-2022.
Editado pela Wasser Bassin, o LP reúne uma breve antologia da vasta obra do compositor para teatro, atravessando diferentes paisagens sonoras – da contemporaneidade de Ciúme às abstrações de Quarto Poder, passando pelas atmosferas meditativas de Laudes e pelo glitch de Needle.

O Supernova Ensemble é um coletivo formado em 2022, com direção artística de João Dias e José Alberto Gomes.
O grupo tem explorado o cruzamento entre diferentes áreas artísticas, abrangendo música, dança, teatro, vídeo e instalação sonora. Com um elenco de artistas oriundos de diversos géneros – do jazz à composição moderna, passando pela eletrónica e improvisação –, cria peças de grande fluidez.
Pautas é um conjunto de 20 obras criadas por Silvestre Pestana em 1975, na sequência da Revolução de Abril. Em proximidade com o artista, esta nova abordagem – Pautas (2024) – investiga a dimensão espacial, musical e virtual do trabalho, cruzando memória e presente num espaço de reflexão e experimentação sensorial.
Inserida no Festival Rescaldo 2025, no Teatro do Bairro Alto, esta performance acontece no próximo sábado, 23 de março, às 18:00.

José Alberto Gomes
Músico, artista sonoro e investigador. Licenciado em Composição, criou laços com as novas possibilidades tecnológicas tendo especial interesse em procurar novas formas e novos ‘lugares’ musicais e sonoros. Doutorado em Computer Music é docente na Escola das Artes da UCP, coordenador do Doutoramento em Ciência e Tecnologia das Artes e investigador no CITAR. É co-diretor artístico do Supernova Ensemble, colectivo artístico residente na Associação Cultural Circular.
Entre 2013 e 2018 foi curador da plataforma Digitópia Casa da Música e entre 2018 e 2019 foi coordenador do Serviço Educativo Braga Media Arts - cidade criativa UNESCO.
Mantém uma actividade próxima com a música enquanto performer, compositor e artista sonoro tendo apresentado e colaborado com instituições e agrupamentos como Remix Ensemble Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Nacional Dona Maria II, FITEI, Journées Européennes du Patrimoine, Fundação de Serralves, Internationale Filmfestspiele Berlin, Teatro Oficina, TEP, Sonoscopia, Walk&Talk, Hong Kong New Music Ensemble, Teatro da Comuna, Teatro Oficina, Centro Dramático Nacional de Madrid, Ballet Teatro, entre outros.
Apresenta-se regularmente em projectos a solo, colectivos ou em parcerias (BlacKoyote, Supernova Ensemble, Srosh Ensemble, Hans-Joachim Roedelius, Gustavo Costa, Ricardo Jacinto, Henrique Portovedo, Jon Rose, João Tiago Dias, Joana Gama e Luís Fernandes, Diogo Tudela), nas áreas de música e sonoplastia para peças de teatro e dança, (Cáligula Murió. Yo no - Marco Paiva; Cadernos de - Raquel S; Cidade Domingo - Jacinto Lucas Pires e João Henriques; Prometeu - Marcelo LaFontana; Revoluções - Né Barros) vídeo e cinema, (Chimaera 2020 - Miguel C. Tavares, O Último Banho - David Bonneville, Money Honey - Isaac Knights-Washbourn, Adagiário ou Formas de Falar com Pássaros - Alexandre Delmar), como criador de instalações sonoras (And it Keeps Going or the Never-ending song of life - i3S/Ectopia, A Perpetuação do tempo sob o presente - Journées Européennes du Patrimoine; Re-Interpretação Urbana - Fundação de Serralves, Substantive Derivative - Emiliano Zelada/Ingresso Pericoloso) e como compositor para electrónica e ensemble instrumental, (Remix Ensemble,Drumming, Nuno Aroso, João Dias, Henrique Portovedo, FactorE, Srosh Ensemble, Orquestra Estúdio, Ensemble Med).