Maria Francisca Quintas

Licenciatura em Som e Imagem

Bio

Maria Francisca Quintas nasceu em 2003, em Arouca.
Desde cedo demonstrou interesse pelas artes, começando a praticar dança aos 8 anos e a estudar música aos 9 anos.
Durante o seu percurso artístico participou no clube de artes da Escola Básica de Arouca. Estudou na Academia de Música de Arouca, onde completou o 5º grau em clarinete e o 8º grau em piano. Desde 2015, integra como instrumentista a Banda Musical de Arouca. De 2022 a 2024, estudou violoncelo na Academia de Música Valentim de Carvalho, tendo realizado a prova de 5ºgrau na Academia de Música de Arouca.
O seu percurso académico foi exemplar, tendo demostrado um interesse particular pelas ciências. Participou no clube de ciências da Escola Secundária de Arouca, recebendo nesse âmbito vários prémios a nível nacional e internacional.
Neste momento, é finalista da licenciatura em Som e Imagem na Universidade Católica Portuguesa, tendo feito um semestre no programa ERASMUS+ em Milão, Itália.
Os seus principais interesses atuais são a música, a fotografia e a videografia, pretendendo prosseguir estudos na área das artes.

fran_quin

Quando Vier a Primavera é uma performance sonora e visual que evoca o conceito de efemeridade. 

Inspirada na poesia de Alberto Caeiro, Poemas Inconjuntos, a performance Quando Vier a Primavera é composta por música gravada por instrumentos acústicos (clarinete, violoncelo e piano) e por uma voz MIDI; e visualmente por uma projeção ao vivo da partitura dessa voz MIDI através de um retroprojetor.  

A música foi composta através de sessões de improviso ao piano com os poemas, sendo depois transcrita e os instrumentos gravados em estúdio. 

A projeção da partitura da voz MIDI ao vivo, efetuada através da passagem de folhas de acetato num retroprojetor, ajuda a representar a passagem do tempo e efemeridade na performance. 

A encenação em palco dos diferentes elementos serve esse mesmo propósito. 

 

Quando vier a primavera, 
Se eu já estiver morto, 
As flores florirão da mesma maneira 
E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada. 
A realidade não precisa de mim. 
[...] 
Alberto Caeiro