PATHOSFORMEL de Vasco Araújo
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PATHOSFORMEL
PATHOSFORMEL trata-se de uma obra/filme interdisciplinar, tanto na forma quanto no conteúdo. Através de cenas e episódios, nela interliga-se um olhar para o passado histórico, usando figuras da mitologia greco-romana por forma a reflectir sobre a condição humana. Em PATHOSFORMEL (Conceito de Aby Warburg), que tal como o nome indica sugere a evocação da experiência do sofrimento através da empatia. No centro do trabalho está a ideia de crise entendida enquanto uma fractura, uma desarmonia. Este, por assim dizer, desmoronamento, prenuncia uma “experiência” radical e decisiva, onde nenhum elemento interno ou externo, nem mesmo o final desde logo pelo título infeliz, está garantido. A tónica não é colocada no resultado, mas sim no processo, no desenrolar da experiência. O trabalho não é um “convidativo” leito onde se aconchega o doente para morrer. Exige- se, pois, um distanciamento em relação ao superficial brilho da “queda” ou a uma anemia estética da decadência e da morte. É como risco, aliado à própria ideia de crise, que, antes de mais, este trabalho se apresenta. A estrutura do filme é uma sequência: de acções episódicas unidas por uma cena global; e de inter-títulos que, apesar de alinhados por uma cadeia de causa e efeito, não formam uma progressão narrativa, estando portanto o público confrontado com uma narração truncada, sugerindo então uma crise de natureza narratológica. Toda a estrutura foca-se na acção verbal, na violência imagética, nas emoções psicológicas e na exaltação dos sentimentos, para também reflectir sobre a forma de suportar a dor causada por forças além do controle individual: a perda que nunca pode ser recuperada; a irreversibilidade do tempo; ou, ainda, uma reflexão sobre o Humano, o seu destino e o seu viver.
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