Jaime Neves

Professor Auxiliar Convidado

Jaime Neves (Vila do Conde, 1972) é Doutorado em Ciência e Tecnologia das Artes pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa.
É professor Auxiliar Convidado na Escola das Artes e Investigador integrado no CITAR – Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes.
No campo da investigação, privilegia temas relacionados com cinema e educação, cinema português, história do cinema, cinema e tecnologia, gramática e prática cinematográfica e estética da cor e do preto e branco no cinema.
No cinema e audiovisual atua nas áreas de realização, produção, direção de fotografia, edição e distribuição.
É membro da “AIM – Associação de Investigadores da Imagem” e membro diretivo da "Cabe Cave - Associação Cultural" onde tem vindo a desenvolver atividade no âmbito da produção e programação cultural com forte incidência na cinematográfica.
É frequentemente convidado para programar e integrar o júri em diversos festivais nacionais e internacionais de cinema.

Áreas de interesse científico

  • Cinema e educação
  • Cinema Português
  • Cinema e tecnologia
  • Gramática e prática cinematográfica
  • Estética da cor e preto e branco no cinema
  • História do cinema
Artigo

A evolução tecnológica na democratização dos meios de produção e nas formas de ver cinema

Jaime Neves 2019. Revista ICONO14 Revista científica de Comunicación y Tecnologías emergentes 17 2 (2019): 109-129
Ao longo de mais de cem anos de história, o percurso da arte cinematográfica tem sido acompanhado por inúmeros avanços tecnológicos que têm vindo a proporcionar aos cineastas um cada vez mais infindável número de recursos que visam potenciar o acto da criação fílmica. A chegada da tecnologia digital ao cinema representa um marco profundamente impactante para a História da Sétima Arte. O digital democratizou o acto de fazer cinema ao torná-lo mais acessível e imediato sem, no entanto, por si só, ser garante de incremento qualitativo. Cinema é expressão e tecnologia é ciência. Consciente desta dicotomia, em diversos momentos, ao longo de mais de um século de existência, o cinema soube contornar com sucesso carências técnicas (e económicas) sem nunca perder, no entanto, a sua capacidade expressiva e estética. Mas tal como a acto de fazer cinema tem vindo a evoluir, também o acto de o visionar tem vindo a sofrer profundas mutações. Pela análise de vários dados relativos a hábitos de consumo, constataremos neste escrito que a clássica escura sala de cinema tem vindo nos últimos anos a perder protagonismo. As novas plataformas de videostreaming apresentam-se na actualidade vigorosas, francamente sedutoras e em claro crescendo na capacidade de seduzir um público cada vez mais adepto de novas tecnologias e que parece não identificar na clássica sala de cinema uma mais valia, por exemplo, no potenciar de atmosferas facilitadoras às funções expressivas e estéticas do cinema.
Artigo

A simultaneidade da cor e do preto e branco no cinema: entre a delimitação de espaços e a criação de novos e distintos universos

Jaime Neves 2019. La comunicación como relato, 459-466. Madrid, Espanha: Ediciones Pirámide. ISBN: 978-84-368-4253-1
Capítulo de Livro

As novas formas de ver cinema: do grande aos pequenos ecrãs

Jaime Neves 2022. Comunicación, pantallas y ficción. Navarra, Espanha: Thomson Reuters-Aranzadi
Capítulo de Livro

O grande plano do rosto humano: o cinema-afeção em A Paixão de Joana D'Arc de Carl Theodor Dreyer (1928)

Jaime Neves 2021. Investigando sobre tendências en análises de contenidos de vanguardia. Valência, Espanha: Editorial Tirant Lo Blanch. ISBN: 978-84-1853-468-3
Capítulo de Livro

Relações dinâmicas e simbólicas do preto e branco no cinema e em outros contextos audiovisuais

2018. La realidad audiovisual como nuevo vehículo de comunicación, 329-344. Barcelona, Espanha: Editorial Gedisa. ISBN: 978-84-17341-96-1