O CITAR explora a prática artística numa tripla perspetiva: investigação, criação, conservação. As suas principais áreas de especialização são: cinema, artes visuais, arte sonora, new media art, património e conservação-restauro. Possui uma abordagem pós-disciplinar, informada por teorias, tecnologias e metodologias que orientam os desafios e possibilidades do futuro da arte. A investigação e a prática são combinadas através de investigações críticas e criativas sobre questões prementes, como o decolonialismo, o empoderamento artístico das minorias sociais, a construção de comunidades, as alterações climáticas e a ecologia, a sustentabilidade e o impacto social, as novas lutas políticas e os novos papéis da IA e das tecnologias digitais e virtuais emergentes, entre outros.
O CITAR está organizado em 3 áreas-foco: Cinema e Artes Visuais (CVA), Sound & New Media Art (SNMA) e Património, Conservação e Restauro (HCR). Esta estrutura contextualiza os nossos cerca de 140 membros – 46 doutorados integrados, 44 colaboradores e 54 estudantes de doutoramento –, fomentando o diálogo e o esforço conjunto entre investigadores nos domínios da investigação artística e científica.
O Plano de Atividades 2025-2029 reforça o trabalho realizado entre 2018-2023 e o objetivo do CITAR de explorar o fenómeno artístico como forma de compreender e experimentar o mundo, através da sua prática e criatividade, da sua complexidade cultural e política, do seu envolvimento com tecnologias emergentes e da sua sustentabilidade. O CITAR tem promovido eventos, obras de arte, práticas curatoriais, publicações e projetos de alta qualidade para o desenvolvimento do conhecimento, criando espaços de discussão crítica e rutura na investigação e prática artística.
O CITAR propõe um projeto ambicioso que tem o conceito de investigação artística como ponto central para as nossas futuras investigações, através de 4 princípios:
• Práticas artísticas – investigação, criação e conservação. Compreender as práticas artísticas como processos de investigação e como ferramentas de produção de conhecimento, na perspetiva da criatividade, da indagação crítica aos modos de produção das obras de arte e da sua conservação-restauro.
• Método e tecnologia de práticas artísticas e de conservação. Explorar como a tecnologia se cruza com a arte e a ciência, envolvendo ferramentas emergentes como IA, cocriação homem-máquina, ambientes imersivos e aumentados, documentação digital e materialidade.
• A investigação curatorial como prática crítica. Interligar a prática artística e o pensamento crítico através de teorias e atividades que os enquadram com a tecnologia, a sociedade, a cultura, a política e os públicos.
• Sustentabilidade e impacto dos objetos e processos artísticos. Abordar os impactos da arte em termos dos seus públicos, educação, sustentabilidade e mediação cultural; e os processos para uma conservação mais ecológica, no contexto das alterações climáticas e da inclusão social.