
O coletivo berru, com dois antigos alunos da EA entre os seus elementos, está presente na componente instalativa do Jardim de Verão da Fundação Calouste Gulbenkian, que se insere numa programação diversa e transdisciplinar, comissariada este ano pela Galeria Zé dos Bois.
O trabalho do coletivo apresenta-se no Jardim Concreto, um conjunto de três instalações: Margem (Paulo Morais); HORTUS (Patrícia Portela e Christoph De Boeck) e ESTADO EROSÃO (berru), homenageando o som - enquanto matéria - e a fauna e flora endémicas do jardim, num convite à reflexão sobre a nova era geológica em que vivemos, bem como sobre as consequências alargadas da crise ambiental.
ESTADO EROSÃO é uma peça duracional que pretende devolver materiais naturais à terra, de forma autosuficiente. O processo passou por identificar matéria orgânica do jardim, conformndo-a em tijolos de composto, com que foi construída uma escultura minimal, que ao longo do tempo e com impulsos artificiais se vai decompor, regressando assim à sua origem.