Escola das Artes em Direto

16 MAR 2020 - 21 MAI 2020

Lista de sessões
#1 Fantasmagorias
#2 História material da cor azul
#3 Sonhos, Memória e Trauma
#4 Apropriação – Manipulação – Imprevisibilidade
#5 A Arte do Diálogo e o Diálogo na Arte
#6 Entre Objectos Sonoros e Superfícies Complexas: Uma Viagem (Micropolifónica) pela Perceção
#7 Cinema no Museu
#8 Top-Down and Bottom-Up Dynamics
#9 A Singularidade do Momento - Entre a Música e a Sound Art
#10 O Cinema dentro do Museu
#11 Cinema e Literatura
#12 Whatever it is, it is After/Before Noise
#13 Typography and the Palpable Text
#14 Música Poética e Música Kinemática: A música como instrumento de retórica no audiovisual


#1 Fantasmagorias
16 MAR 2020, 17h00

Neste primeiro direto de uma série diária, Daniel Ribas, Diogo Tudela e Nuno Crespo discutem a partir das ideias de fantasma, fantasmagoria, corpos espectrais e hauntologia. A emissão conta com um live chat no Facebook e ficará disponível no final com mais referências e conteúdos.

Os diretos serão transmitidos diariamente às 17h e em simultâneo no Facebook, Youtube e site da Escola das Artes. Estejam atentos, participem e entrem no live chat com os professores da EA.

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#2 História material da cor azul
17 MAR 2020, 17h00

Arlindo Silva e Nuno Camarneiro traçam a história de alguns dos pigmentos azuis mais utilizados ao longo do tempo e falam-nos das suas características químicas e físicas, com exemplos de utilização em obras de arte e exemplos práticos de diferentes aplicações.

Esta conversa decorre do terceiro momento da exposição Da Cor / Das Cores, dedicado à cor azul, e que vai inaugurar em breve em nova data a anunciar, assim que a atividade da Escola esteja normalizada.

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#3 Sonhos, Memória e Trauma
18 MAR 2020, 17h00

Nesta sessão, Daniel Ribas e Maria Coutinho discutem as formas estéticas e políticas da exploração de sonhos e da memória, e das suas íntimas relações traumáticas, a partir da filmografia de Apichatpong Weerasethakul, e com derivações para a história da arte e para o cinema contemporâneo.

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#4 Apropriação – Manipulação – Imprevisibilidade
19 MAR 2020, 17h00

Neste 4º direto da Escola das Artes, Diogo Tudela e José Alberto Gomes trazem-nos uma performance sonora, partindo das ideias de apropriação, manipulação e imprevisibilidade. A perfomance será antecedida de uma breve introdução, finalizando com uma sessão de perguntas sobre o processo, no live chat do direto na página de Facebook da Escola das Artes.

No final da emissão, como é habitual, vão ser disponiblizadas mais referências e conteúdos.

A primeira grande revolução que a tecnologia trouxe ao mundo sonoro foi a gravação e a inerente reprodução. A capacidade de registo torna o objeto sonoro eterno e isso muda toda a relação com o universo sónico. Nos anos 50, Pierre Schaeffer e o movimento da música concreta contribuem fortemente para a materialização da tecnologia num conceito artístico, em que nos apropriamos do material sonoro que nos envolve num objeto estético através da descontextualização, reprodução artificial e manipulação. Passados 70 anos a abordagem de Pierre Schaeffer continua a ser muito interessante, esvaziada no conceito do concreto, mas com todas as outras valências fortalecidas. O acesso ao material é permanente e imediato e a capacidade de manipulação está democratizada e implica quase uma ausência de esforço. Creio que isto está altamente ligado à cultura do sampling, da repetição e acima de tudo da apropriação. Onde está o limite. Onde é uma citação, onde é plagio, ...

Para o contexto de hoje a segunda grande revolução na música foi-nos trazida por John Cage num campo menos tecnológico e muito mais conceptual. Uma valorização da forma sobre o conteúdo que traz para a sintaxe dos elementos musicais a singularidade do momento e a elevação do indeterminismo. A mudança de paradigma no universo musical foi de tal dimensão que deu origem a toda uma nova disciplina artística sonora extra musical. A Sound Art.

Esta pequena performance pretende inspirar-se nestes conceitos. Tudo partirá de uma gravação de campo feita no Porto em 2009. Não sabemos o conteúdo dessa gravação. Durante essa transmissão vamos manipular, construir e desconstruir até transformar a matéria em algo novo e, esperemos, material original, autoral e de valor estético.
Diogo Tudela e José Alberto Gomes

Palavras Chave:
Música Concreta; Manipulação Sonora; Sampling; Apropriação; Indeterminismo na Música; Tecnologia & Música; Sound Art; Música; John Cage

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24 MAR 2020, 17h00

A Arte do Diálogo e o Diálogo na Arte são o ponto de partida para a discussão entre Daniel Ribas e Nuno Camarneiro, nesta quinta emissão da Escola das Artes em directo.

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#6 Entre Objectos Sonoros e Superfícies Complexas: Uma Viagem (Micropolifónica) pela Perceção
26 MAR 2020, 17h00

No sexto direto da Escola das Artes, Pedro Monteiro e José Alberto Gomes guiam-nos numa viagem micropolifónica pela perceção.
Acompanha o live chat na emissão em direto a partir das 17h e no final da emissão está atento às atualizações nesta página com conteúdos adicionais.

A superfície sonora é o resultado sensorial da interação de um conjunto de estruturas generativas no processo formal de uma dada obra. Em muitos casos as próprias estruturas são mais ou menos percetíveis (sonata, concerto, sinfonia, etc), noutras (como no caso de algumas obras de Ockeghem, Debussy e, particularmente, de Cage, Ligeti ou Varése e outros compositores recentes) não tanto. Em alguns casos, a relação entre estrutura e resultado é facultativa, noutros direta, noutros, como em Ligeti, deliberada e sistematicamente, ocultada. Neste ponto, abrem-se novas perspetivas no próprio jogo daquilo que são os elementos da análise da partitura em si e os elementos que na realidade são ouvidos e que têm pouquíssimo a ver com o que está escrito.

As superfícies complexas, aquelas em que o mecanismo generativo e o seu resultado parecem intrinsecamente separados, resultam de 2 processos fundamentais: um processo de sobrepovoamento perceptivo de eventos, ou seja, demasiadas coisas a acontecer ao mesmo tempo (onde gradualmente a nossa mente cria uma nova superfície, um pouco mais áspera) ou superfícies em que nada parece acontecer (tal como em "lux aeterna" onde as maiores alterações harmónicas deslocam-se da superfície do objecto para o seu centro).

Este modelo de análise, tal como na própria vida é feito de ciclos, descontinuidades e padrões. Estes são principios fundamentais que nos ajudam a perceber que existe algo para além da única coisa sobre a qual temos certezas, o aqui/agora. Com ele, conseguimos prever, prevenir, evitar, chocar, surpreender, adiar, antecipar, etc... Além de operações lógicas e formais, conseguimos criar operações linguísticas e semânticas. Com isso, temos os elementos primordiais da linguagem. Estes são os fundamentos da análise: procurar o que se mantém e o que muda. Além disso, procurar o que volta a aparecer mais logo, o que não volta a aparecer, etc.

Logo, o processo analítico baseia-se em tentar descobrir como se estabelecem os limites, as descontinuidades, os padrões, as redes, as topologias e até as iterações, como no caso de Lux Aeterna.

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#7 Cinema no Museu
31 MAR 2020, 17h00

Daniel Ribas e Nuno Crespo propõem-nos nesta emissão uma reflexão sobre os desafios de recontextualização do cinema num campo expandido fora da tradicional sala de cinema, com passagem por obras de Apichatpong Weerasethakul, Jean-Luc Godard, Albert Serra ou Gabriel Abrantes.

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#8 Top-Down and Bottom-Up Dynamics
02 ABR 2020, 17h00

André Baltazar, Diogo Tudela e Nuno Crespo propõem-nos nesta emissão uma reflexão sobre modelos como mecanismos de apreensão e representação.

 

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#9 A Singularidade do Momento - Entre a Música e a Sound Art
16 ABR 2020, 17h00

Nesta sessão, a partir de alguns exemplos de obras, Diogo Tudela e José Alberto Gomes discutem sobre o espaço vago e rico entre a Música e a Sound Art.

Os argumentos musicais caracterizam e superdeterminam a riqueza da rede sonora através de sinais representacionais que precisam ser interpretados, o trabalho aberto exige uma nova forma de colaboração mental com a gramática sonora.

Desde os fins de 70 o impulso da singularidade do momento na música deu forma a uma disciplina agora com nome e vontades próprios.

A Sound Art, como prática, aproveita, descreve, analisa, executa e interroga a condição do som e os processos pelos quais ele opera. Assim, qualquer remanescente de argumento musical é negado por uma extravagância predominante de não intencionalidade, multiplicidade, silêncio ou ruído.

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#10 O Cinema dentro do Museu
23 ABR 2020, 17h00

Na 10ª emissão deste espaço, Daniel Ribas e Nuno Crespo conversam sobre “O Cinema dentro do Museu”,  tendo como referência as representações que o espaço museológico teve na história de cinema, em filmes como Vertigo, Arca Russa, Francofonia ou National Gallery.

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#11 Cinema e Literatura
30 ABR 2020, 17h00

Nesta sessão, falar-se-á da relação entre literatura e cinema, dando exemplos do cinema português (décadas de 60 e 70). Destacar-se-ão algumas práticas de evocação ou de exploração da literatura em filmes e analisar-se-ão dois casos singulares de adaptação (Uma abelha na chuva, de Fernando Lopes, e Domingo à tarde, de António de Macedo).

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#12 Whatever it is, it is After/Before Noise
07 MAI 2020, 17h00

O ruído parece descrever tudo o que está para lá de um limiar ou, na sua forma parasitária, aquilo que está a causar o colapso de um hospedeiro. No entanto, devido à sua inerente transgressão e aparente inoperabilidade como construção, o ruído encerra um potencial de totalidade em oposição diametral a uma tabula rasa.

Esta conversa vai procurar mapear a bifurcação dessa massa disforme, enquanto impulso primordial e ruína, através do som, imagem, cinema e computação.

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#13 Typography and the Palpable Text
14 MAI 2020, 17h00

Para lá, ou mesmo antes, da letra propriamente dita, a tipografia define uma série de protocolos, métodos e preocupações desenhados de forma a tornar palpável o texto. Como disciplina primordial pertencente a uma crescente variedade de formas dedicadas à compreensão da palavra escrita, a tipografia funciona dentro de um paradoxo específico, onde as arestas vivas dos seus objetos parecem abraçar o conteúdo que lhes dá o ser. A tipografia destaca-se assim como um conjunto enganador de operações que não pertencem ao mundo do texto, mas que permitem sua existência enquanto tal. Esta conversa vai tentar explorar essas narrativas dinâmicas que os detalhes tipográficos incorporam.

Beyond, or before, the actual letter, typography defines a series of protocols, methods and preoccupations designed to render text palpable. As the paramount discipline belonging to a growing array of forms dedicated to the realization of the written word, typography works within a specific paradox, where the sharp edges of its objects seem to embrace the volatile content that brings them into being. In that, typography stands as a rogue set of operations that do not belong to the world of text, but that allow its existence as such. Our lecture will try to explore these dynamic narratives embedded in typographic details.

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#14 Música Poética e Música Kinemática: A música como instrumento de retórica no audiovisual
21 MAI 2020, 17h00

Uma incursão pela ligação entre música e significado através dos artifícios da linguagem, particularmente, a Retórica. Esta disciplina do pensamento, usada através dos tempos como veículo e vínculo de conteúdo, lógica e efeito, foi sendo crescentemente empregue na Música como abertura de um espaço de abstracção onde som e imagem se cruzam e interligam criando representação e narrativa.

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Agenda

Abr

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IV Colóquio Português de Ourivesaria
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Mai

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