BRAZIL — CROSS DYNAMICS OF OTHERNESS

 

BRAZIL — CROSS DYNAMICS OF OTHERNESS
There is a sense of historical impotence when one is confronted with the mavericks perpetrated by Brazilian government in recent years. One of the most significant outcomes from such lines of action are the scorch and beratement of dialectical trajectories. To subtract or deny the possibilities of dynamism brought by such trajectories is to prohibit the transitions, transgressions, and transversality that they entail thus lacerating the very multi-layered fabric that constitutes Brazil and South America.
 
Following Zalamea’s reflections on South America, the notion of weaving — interlacing — and pendular movements — back-and-forth — become key instruments to navigate the complexities brought into being by Brazilian cultures over the past few years. Both internally and externally, its outcomes seem to thrive on bipolar trajectories. Magic and science, become magic-as-science and science-as-magic; local and universal, become local-universe and universal-locale. Such manoeuvres are easily observable in the ever-expanding scale of a single condo in Kleber Mendonça Filho’s Aquarius, or in the sinusoidal epistemological games in Ana Vaz’s Apiyemiyekî?. All confirmations of Brazil as a pivotal platform in producing, holding, building upon, and cherishing the results of such pendular movements. This pendular movements also suggested Portuguese artists to immerse in the political and historical convulsions of Brazil’s geography. In this sense, both Susana de Sousa Dias investigation on Fordlândia and João Salaviza / Renée Nader Messora living project in the Krahô community testify the need to understand other alterities and to negotiate very different world views.
 
At this year’s Porto Summer School, participants will be immersed in these discussions, participating in daily workshops with these artists, who will be in Porto during the first week of July 2022. Between artistic practices, creative atmospheres, and a historical and contemporary dive into the epistemologies of the South.
 
Furthermore, the Summer School will open a call for workshops (see details here) proposed by artists that could address these pressing issues. We encourage proposals led by women, people of colour, indigenous people and LGBTQIA+.
 
INVITED ARTISTS AND SCHOLARS
Ana Vaz
João Salaviza + Renée Nader Messora
Kaê Guajajara
Kleber Mendonça Filho
Susana de Sousa Dias
 
The Summer School will be organized in partnership with Kebraku, a cultural association based in Portugal that fosters the diversity of Brazilian culture.
 


BRASIL — DINÂMICAS CRUZADAS DA ALTERIDADE

Há uma sensação de impotência histórica quando alguém é confrontado com os acontecimentos perpetrados pelo governo brasileiro nos últimos anos. Um dos resultados mais significativos dessa linha de ação é a uma política de terra queimada em relação às trajetórias dialéticas. Subtrair ou negar as possibilidades de dinamismo trazidas por tais trajetórias significam proibir as transições, as transgressões e a transversalidade que elas implicam, assim lacerando o tecido repleto de que camadas que constituem o Brasil e a América do Sul.

 
Seguindo as reflexões de Zalamea sobre América do Sul, os conceitos de entrelaçamento e movimentos pendulares tornam-se instrumentos-chave para navegar nas complexidades trazidas pelas culturas brasileiras das últimas décadas. Tanto interna como externamente, os seus resultados parecem prosperar em trajetórias bipolares. Magia e ciência tornam-se magia-como-ciência e ciência-como-magia; local e universal, tornam-se local-universal e universal-local. Tais manobras são facilmente observáveis na escala em expansão de um único condomínio em Aquário de Kleber Mendonça Filho, ou nos jogos epistemológicos sinusoides de Apiyemiyekî?, de Ana Vaz. São ambos confirmações do Brasil como uma plataforma crucial na produção, manutenção, construção e estimação dos resultados de tais movimentos pendulares. Esses movimentos também permitiram a artistas portugueses a imersão nas convulsões políticas e históricas da geografia do Brasil. Neste sentido, tanto a investigação de Susana de Sousa Dias sobre Fordlândia como o projeto de vida de João Salaviza / Renée Nader Messora na comunidade Krahô testemunham a necessidade de compreender outras alteridades e negociar visões de mundo muito diferentes.
 
Na Porto Summer School deste ano, os participantes estarão imersos nessas discussões, participando de workshops diários com estes artistas, que estarão no Porto durante a primeira semana de julho de 2022. Entre práticas artísticas, atmosferas criativas e um mergulho histórico e contemporâneo nas epistemologias do sul.
 
Para além disso, a Summer School tem em aberto uma chamada para workshops (ver detalhes aqui) propostos por artistas que podem abordar estes problemas urgentes. Encorajamos propostas lideradas por mulheres, pessoas negras, povos indígenas e LGBTQIA+.
ARTISTAS E INVESTIGADORES CONVIDADOS
Ana Vaz
João Salaviza + Renée Nader Messora
Kaê Guajajara
Kleber Mendonça Filho
Susana de Sousa Dias

Programa Público

 
A Summer School será organizada em parceria com a Kebraku, associação cultural sediada em Portugal que fomenta a diversidade da cultura brasileira.