Sara Fonseca

Mestrado em Gestão de Indústrias Criativas

Bio

Formada pela Escola Superior de Educação de Viseu em "Comunicação Social" (2013), é cofundadora da companhia de teatro Ponto Produções e trabalha, desde muito cedo, na área cultural.
Cogestora de vários projetos da Divisão de Gestão Cultural do município de Santa Maria da Feira, desenvolve, também, trabalho enquanto produtora.
O seu percurso passa também pela vertente artística, tendo sido bailarina e performer de vários espetáculos de teatro e dança, até 2022, ano em que viria a trabalhar para a Câmara Municipal.

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Políticas culturais e políticas de regeneração urbana – convergências e divergências no município de Santa Maria da Feira
– dissertação

O fortalecimento das políticas culturais em Santa Maria da Feira tem assumido um papel revitalizador do espaço público. A requalificação do centro histórico, através do acolhimento de iniciativas culturais, como festivais e exposições, incentiva a participação comunitária e potencia a valorização do património local. A economia criativa, patente no município, aliada a projetos urbanos que promovem a mobilidade sustentável, a acessibilidade e os espaços verdes, reforça o sentimento de pertença e cimenta a ideia de terceiro lugar junto da comunidade.
Partindo do espetro temporal entre 2017 e 2025, esta investigação agora materializada em dissertação combina métodos qualitativos através da análise documental e entrevistas com representantes institucionais de relevo ou decisores no setor cultural e urbanístico local. A compreensão da integração da cultura nos processos de regeneração urbana e nas políticas adotadas está no cerne desta dissertação, procurando, por meio de pesquisa e de observação de campo, conclusões que sustentem o impacto no desenvolvimento da cidade.
Enquanto centro urbano, do ponto de vista regional e sub-regional do norte de Portugal, Santa Maria da Feira demonstra, não só, uma crescente valorização do setor cultural, como também uma procura crescente da revitalização urbana apoiada e sustentada em projetos de foro cultural.
Conclui-se que, para que as políticas de regeneração urbana se tornem sustentáveis e culturalmente integradas, é necessário adotar uma abordagem mais participativa e transversal, que reconheça a cultura como um eixo estruturante do desenvolvimento urbano.