Marco Martins

Cinema

Marco Martins (1972) estudou na Escola Superior de Teatro e Cinema, tendo depois completado a sua formação nos Estados Unidos, em escrita de argumento, na Tisch School of Arts. Em 1999 co-fundou a Ministério dos Filmes, produtora de publicidade distinguida com vários prémios e menções nacionais e internacionais e com quem se estreia na produção de ficção para televisão com SARA, uma série de oito episódios com estreia marcada para Outubro de 2018, na RTP2. Os dois primeiros episódios desta série foram exibidos, pela primeira vez, no festival IndieLisboa 2018. O trabalho de Marco Martins abrange diversas áreas incluindo cinema, artes plásticas e teatro. Os seus filmes têm sido apresentados nos principais Festivais Internacionais, tendo ganho em 2005 a Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes (Prix Regard Jeune) com “Alice”. Foi premiado também em festivais como Mar del Plata, Rotterdam ou London Raindance Film Festival, entre outras distinções como o Fassbinder Award (European Discovery of the Year). Em 2006 realizou a curta-metragem “Um ano mais longo”, escrita em parceria com Tonino Guerra, presente na Competição Oficial do Festival de Veneza. “São Jorge”, o seu filme mais recente, esteve em competição no Festival de Veneza, onde o actor Nuno Lopes ganhou o Leão de Ouro (Horizons Award) tendo depois estreado comercialmente em vários países. Foi, tal como “Alice”, pré-seleccionado para concorrer ao Óscar de melhor filme estrangeiro, e ainda para o Prémio Goya. Em Portugal, “São Jorge” foi galardoado com vários prémios da Sociedade Portuguesa de Autores, incluindo o de Melhor Filme Português de 2017 e recebeu sete prémios Sophia da Academia Portuguesa de Cinema. No campo das artes plásticas colaborou com vários artistas, destacando-se a vídeo-instalação multicanal “Twenty One - The Day the World Didn’t End”, co-realizada com o artista italiano Michelangelo Pistolletto e exibida no Museu do Louvre, integrando a retospectiva Year One - Earthly Paradise, e também o filme “Insert”, co-realizado com a artista portuguesa Filipa César, trabalho que venceu o Prémio BES Arte e Finança e o prémio de Melhor Realizador no Festival IndieLisboa (2011). No Teatro fundou, em 2007, com Beatriz Batarda, a companhia Arena Ensemble que, desde então, tem apresentado espetáculos de forma regular nos principais teatros nacionais. A sua obra para palco divide-se entre o trabalho clássico de texto com uma forte componente coreográfica e projectos comunitários, como é o caso do seu último projecto, “Provisional Figures Great Yarmouth”, estreado recentemente no Festival de Norwich & Norfolk.