Na próxima quinta-feira, recebemos Arianna Casellas y Kauê para o segundo Dashed Concert de 2025, integrado no programa anual de concertos, conferências, exposições e performances, O Estrangeiro.
Arianna Casellas y Kauê, de nacionalidade venezuelana e brasileira, ambos emigrantes em Portugal, partilham a mesma experiência enquanto indivíduos—uma vivência que exploram nas suas músicas através de temas como a partilha e o sentimento de pertença.
Através de sons, onomatopeias e palavras, procuram traduzir emoções e memórias—expressões que emergem do corpo como uma necessidade urgente.
As raízes culturais dos artistas refletem-se na escolha dos instrumentos: o cuatro e as quitiplás da tradição venezuelana, o bombo leguero típico dos pampas argentinos e as maracas, um símbolo comum na música afro-latino-americana.
Suenan las campanas, disco que vão apresentar no concerto, desafia as falsas memórias—os mitos transmitidos de geração em geração sobre identidade e pertença. É sobre como existimos no mundo e no coração de cada pessoa. Posso falar por mim, explica Arianna, mas sei que o que sinto se aplica a muitos outros.”
Da América Latina a Portugal, Arianna Casellas y Kauê carregam consigo uma rica herança de histórias e canções que evocam tempos passados. Ouvi-los é desvendar um conjunto de memórias pessoais — a infância em Caracas, os ecos do Rio Grande do Sul, as juventudes no Porto e as paisagens de Trás-os-Montes —, mas também entrar num universo muito particular do que deve ser a música.
Além de tocarem juntos sob os seus próprios nomes, apresentam-se também paralelamente com outro projeto musical, Montes, e fazem parte integrante de bandas como os Sereias.