Cineclube EA ·Sessão de Curtas Metragens

Terça-feira , 18 de Abril 2023 - 18:30

Auditório Ilídio Pinho

PortoPorto4150
Portugal
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18 ABR · 18:30 · entrada livre
Auditório Ilídio Pinho

Ciclo Todo o Espaço, Todo o Tempo
Programação de Francisca Dores (Aluno de Mestrado em Cinema) e Daniel Ribas (Professor de Cinema)

Libertad

La Libertad (2017) · Laura Huertas Millán

Produzida no contexto do Sensory Ethnography Lab, da Universidade de Harvard, La Libertad acompanha um grupo de tecelãs, no México. As histórias gravadas na trama dos tecidos e o gesto do trabalho são capturados pelo íntimo olhar de Laura Huertas Millán, sobre a comunidade de matriarcas mexicanas, que constrói uma ímpar paisagem colorida.

Listen

Listen to me (2016) · Carla Andrade

Assumindo a elegância e o poder poético do mar como elementos principais, Carla Andrade subverte o papel tradicionalmente imposto às mulheres. Imagens que aparecem, que desvanecem para depois regressar, já transformadas, revelam-nos um mundo de sensibilidade mutante, de realidades esquecidas. Através de uma sequência onírica, e com uma relação evidente com os movimentos surrealistas do cinema experimental, Andrade propõe uma nova forma de olhar as coisas.

Polustanok

Polustanok (2000) · Sergei Loznitza

Polustanok é um poema, uma suspensão. O fantasmagórico vapor de uma locomotiva imóvel ascende, apenas para se dissipar na escuridão. A imagem de uma paragem de comboio surge, então, entre sombras e neblina. No seu interior, a luz abraça as silhuetas dos indivíduos que, adormecidos, esperam. Tombados, os corpos assemelham-se a esculturas entorpecidas. Ouve-se uma mosca, como que atraída pelo corpo coletivo sem vida. A tempestuosa presença sónica dos comboios, parece não ter efeito sobre os indivíduos, como se a sua espera transcendesse qualquer movimento exterior. Por entre corpos adormecidos, uma mulher por fim acorda. No filme de Loznitsa, cujo título se revela tão puro quanto o momento que lhe deu origem, “Paragem de Comboio”, mais do que observar um lugar com pessoas que nele dormem enquanto esperam, somos antes confrontados com um corpo coletivo adormecido e contido num lugar. Uma comunidade cuja presença transforma o espaço e que, inevitavelmente, controla o tempo.

Paisage

El paisaje está vacío y el vacío es paisaje (2017) · Carla Andrade

As paisagens vazias do deserto Atacama, no Chile, compõem um cenário natural que se transforma num lugar espiritual. Através de uma sequência de planos fixos, Carla Andrade explora o vazio na paisagem como uma alegoria de ilusões sensoriais e metáforas de fragilidade. Imagens que exploram sistematicamente os limites materiais, o invisível e o ininteligível.