A exposição de Nuno Alexandre Ferreira e João Pedro Vale é intensa. Trabalha a partir de um lugar cujo imaginário composto por imagens clandestinas ou apresentadas como provas de degradação da vida à margem.
Mário Cesariny, António Variações, as famosas e dramáticas cheias de 1983, a explosão e mediatização da infecção por HIV, a comunidade transsexual, etc., podia dizer-se serem os assuntos que compõem a nova exposição de João Pedro Vale (n. Lisboa, 1976) e Nuno Alexandre Ferreira (n. Torres Vedras, 1973). Elementos estes que não funcionam como simples referências que os artistas incorporam na narrativa das suas obras, mas compõem as suas diferentes camadas.