Doutorando da Escola das Artes apresenta obra artística na sede da NATO


 
No âmbito do NATO Arts Programme, o artista João Martinho Moura, doutorando na Escola das Artes, inaugurou uma exposição de new media art na sede da NATO. 
 
Este programa acontece no contexto da iniciativa de Arte e Ciência da UE STARTS. Patente durante o próximo mês, “Wide/Side” é uma obra interativa que assume múltiplas formas de acordo com o ambiente envolvente, respondendo aos movimentos e gestos dos visitantes e ligando formas e ações no tempo. 
 
A obra foi inaugurada pela vice secretária-geral da NATO, Rose Gottemoeller. Num momento posterior, a performer Sónia Cunha (Balleteatro, Porto) ativou a obra a partir de uma coregrafia de Né Barros e ao som de Martinho Moura.
 
O convite surgiu em 2018 e João Martinho Moura desenvolveu uma versão específica a partir da obra que criara em 2015. No edifício “Central Agora”, a obra foi instalada num ponto de passagem onde se cruzam delegados de vários países. 
 
Nesta versão, o artista reforçou a ligação temporal entre os vários participantes: os desenhos e formas produzidos pelos movimentos de um participante permanecem no tempo, em transformação, até que outro participante interaja com a peça, criando uma união visual de formas humanas relativas a diferentes momentos.
 
A interação foi desenvolvida a partir de embodiment, área da sua investigação no âmbito do doutoramento na Escola das Artes da Universidade Católica.
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15-03-2019

Filmes da Escola das Artes selecionados para Festivais

 
 
 
 
 
Duas produções da Escola das Artes estão selecionadas para festivais a decorrer em março e abril.
 
Num pequeno bairro de pescadores de Gaia, Zé Pedro de 15 anos vive com a mãe doente. Sem a irmã mais velha em casa é-lhe difícil tratar da mãe. Vendo-se obrigado a tentar encontrar a irmã para lhe pedir auxílio. É esta a história de “FLOR DO GÁS”, de João Castela, que integra a Selecção oficial do Cortex – Festival de Curtas Metragens de Sintra, que decorre de 3 a 10 de Abril de 2019. 
 
“JOHN”, de Rita Ornellas será exibido no dia 27 de Março no “ShortCutz – Guimarães” e dia 28 de Março no “ShortCutz – Ovar”. A curta-metragem é sobre um cavalheiro que explica à audiência como funciona uma certa sociedade futurista. 
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15-03-2019

Consulta de Recrutamento · Recruitment Notice

Consulta de recrutamento 
[SEE ENGLISH BELOW]
 
A Escola das Artes da Universidade Católica no Porto comunica que irá abrir um processo internacional de consulta, seleção e recrutamento para uma posição de investigador sénior e professor auxiliar.
 
A EA para além da sua natural vertente académica e de investigação multidisciplinar, caracteriza-se por uma forte vocação de criação, estudo e divulgação de diferentes práticas artísticas que vão desde a animação, cinema, música, new media art, sound design, ao património, à conservação e ao restauro e tem na relação entre arte, ciência e tecnologia uma das suas marcas características.
 
À formação académica e científica dos alunos, a EA fomenta o contacto com diferentes práticas artísticas e dinâmicas de investigação através da realização intensa de programas como ciclos de cinema, exposições, seminários, residências, etc.; incentivando a presença de artistas, investigadores e professores visitantes. 
 
Perfil pretendido: 
- liderança de equipas multidisciplinares de I&D
- forte capacidade de comunicação e gestão de ciência: planeamento e estratégia; capacidade de desenvolvimento de estratégias de captação de financiamento nacional e internacional; implementação e desenvolvimento de projetos; 
- domínio do campo científico nas áreas de atividade da EA
- doutoramento há mais de 5 anos numa área artística ou equivalente relevante para a missão da EA
-  CV científico  e/ou artístico relevante 
- excelentes capacidades de comunicação oral e escrita
- domínio da língua inglesa
 
O candidato selecionado deverá demonstrar capacidade de integrar a equipa de investigação do CITAR numa posição de liderança e em articulação com a Direcção da EA. Mais informações sobre o centro aqui.
 
O perfil pretendido deverá estar evidenciado e descrito no CV e os candidatos deverão remeter em formato digital para apreciação 5 artigos/livros já publicados e relevantes no âmbito da presente consulta.
 
Esta consulta é feita com vista ao provimento de uma vaga de professor auxiliar convidado e investigador integrado a tempo completo em que 40% serão dedicados ao ensino e os restantes 60% à investigação. 
 
O processo seriação e seleção dos candidatos será feito pela Direcção da Escola das Artes, em articulação com a Reitoria da Universidade Católica Portuguesa, e terá duas fases: avaliação documental de todos os candidatos; entrevista dos três candidatos melhor seriados. Desta entrevista poderá resultar a necessidade de entrega de elementos de seleção adicionais.
 
Esta consulta terá início no próximo dia 22 de fevereiro e terminará às 17h do dia 22 de Março e as candidaturas deverão ser remetidas para o email: artes@porto.ucp.pt
 
A alteração de pressupostos científicos e financeiros poderão ditar a anulação desta consulta.

[ENGLISH]
Recruitment Inquiry 
 
The School of Arts (SoA) of the Catholic University of Portugal informs about the opening of an international procedure of inquiry, selection and recruitment for the position of senior researcher and assistant professor.
 
Beyond its academic activity based on a multidisciplinary research, the SoA is strongly committed with the creation, study and diffusion of a manifold of artistic practices that range from animation, cinema, music, new media art and sound design, to heritage studies, conservation and restoration. The relation between art, science and technology is a privileged topic of research.
 
Furthermore, the SoA fosters a close contact with different artistic practices and research dynamics, through an intense programme of film screenings, exhibitions, seminars, residencies, and other events, promoting the presence of artists, researchers and guest professors. More information available here. 
 
Qualifications:
- Leadership of R&D multidisciplinary teams;
- Strong communication and science management skills: planning and strategy; proven capacity of developing fundraising strategies in national and international contexts; project development and implementation;
- Savviness in the SoA’s scientific field;
- PhD for more than 5 years in an artistic area or equivalent relevant to the mission of the SoA;
- Relevant scientific and/or artistic CV;
- Excellent oral and written communication abilities;
- Proficiency in English.
 
The selected candidate will demonstrate the capability to integrate the research team of CITAR in a leadership position, reporting directly to the SoA Direction.  More information about the research center available here. 
 
The desired profile must be evinced and described in the CV and the candidates should forward digital copies of 5 relevant published articles/books for appreciation.
This inquiry intends to fill a full-time position of assistant guest professor and integrated researcher, where 40% will be devoted to teaching and the remaining 60% to research.
 
The ranking and selection process will be undertaken by the Direction of the School of Arts, in articulation with the Rectory of the Catholic University of Portugal, in two phases:   
 documents assessment of all candidates; interview of the three highest ranked candidates. After this interview further elements of selection might be requested.
 
This inquiry starts on February 22nd and ends on March 22nd at 5pm (UTC +00) and applications must be sent via e-mail to the address: artes@porto.ucp.pt
 
The change of the current scientific and financial conjectures might require the repeal of this inquiry.
 
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11-03-2019

Arte & Ecologia | Sobrevivência Echológica · Nuno da Luz | Convidado: Comandante Pires Barroqueiro (I.H.)

07.03.2019 18:00

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Como Chegar / How to Arrive
Universidade Católica Portuguesa - Porto
Arte & Ecologia
Aulas Abertas
Auditório Ilídio Pinho · 18H
 

Recife de Barroeira durante a maré baixa, Praia do Ourigo, Porto 2019
 
 
07 MAR | Sobrevivência Echológica
Nuno da Luz (artista)
+
Convidado: Comandante Pires Barroqueiro
(Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa)
 
Durante a sua residência no âmbito do programa InResidence, promovido pela Câmara Municipal do Porto, Nuno da Luz captou e documentou o ambiente da Foz do Douro, numa leitura crítica e atenta às dimensões múltiplas do espaço público. A estes materiais, juntou dados fornecidos pelo Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa, relativos às medições das marés na Barra do Douro e Porto de Leixões, registadas pela bóia costeira e oceânica de Leixões. Estes factos – científicos e objetivos – são traduzidos pelo artista numa forma sensível, acústica e audiovisual, abrindo espaço a uma nova temporalidade que assenta em fenómenos astronómicos e na sua reverberação na Terra.
 
Nesta Aula Aberta, Nuno da Luz apresentará este processo de trabalho que decorreu deste Outubro de 2018, e estará igualmente à conversa com o Comandante Teotónio Pires Barroqueiro, que representará o Instituto Hidrográfico, entidade que forneceu os dados de medições que o artista transformou para compor o som da exposição. A partir deste contexto, Teotónio Pires Barroqueiro irá falar-nos igualmente do trabalho desenvolvido pelo IH sobretudo nas àreas da monitorização ambiental da costa e da sustentabilidade dos mares e oceanos.
 
 
Após esta Aula Aberta, será inaugurada às 19:30 a exposição Poetry as an echological survival, de Nuno da Luz > + INFO
 
 
Entrevistas com Comandante Pires Barroqueiro e Nuno da Luz
 
 

 
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NUNO DA LUZ
(Lisboa, 1984)
Nuno da Luz vive e trabalha em Lisboa. Artista e publicador, o seu trabalho circunscreve tanto o auditivo como o visual na forma de eventos sonoros, instalações e material impresso; estes últimos na sua maioria distribuídos pela publicadora atlas Projectos (em conjunto com André Romão e Gonçalo Sena) e pela editora discográfica Palmario Recordings (em conjunto com Joana Escoval). Recentemente terminou o programa de mestrado Experimentação em Arte e Política speap em Sciences Po, Paris e fundou o coletivo pluridisciplinar Coyote, que investiga novas formas de comum-ificação (criar comunidade) via publicações, filmes, conferências e outros formatos experimentais (em conjunto com os artistas Tristan Bera e Ana Vaz, a jornalista Elida Høeg e a editora Clémence Seurat). 
 
 
TEOTÓNIO JOSÉ PIRES BARROQUEIRO
(Lisboa, 1980)
Ingressa em 1998 na Escola Naval, e concluiu em 2003 a licenciatura em Ciências Militares-Navais – ramo de Marinha. Assumiu o cargo de Imediato no navio hidrográfico D. Carlos I, de setembro de 2006 a setembro de 2007, onde cumpriu, entre outras, missões no âmbito do  Projeto de Extensão da Plataforma Continental de Portugal, entre outras. De setembro de 2011 a setembro de 2014 comandou a lancha hidrográfica Auriga, participando em diversas missões de apoio ambiental às operações navais. Em julho de 2015 regressou à Engenharia Oceanográfica da divisão de Oceanografia do Instituto Hidrográfico. Desde então, leciona os módulos de Programação (MATLAB) e Marés.
 
Representa o Instituto Hidrográfico em várias ações e grupos de trabalho, nomeadamente para avaliação das áreas marinhas protegidas.
 
 
INSTITUTO HIDROGRÁFICO DA MARINHA PORTUGUESA
O Instituto Hidrográfico (IH), órgão da Marinha Portuguesa, foi criado pelo Decreto-Lei n.º 43177, de 22 de Setembro de 1960. O IH funciona na direta dependência do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, sendo a competência relativa à definição das orientações estratégicas, bem como ao acompanhamento da sua execução, exercida pelo Ministro da Defesa Nacional em articulação com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e com a Ministra do Mar. O IH é reconhecido como Laboratório do Estado, gozando de autonomia administrativa e financeira. O IH tem por missão fundamental assegurar atividades relacionadas com as ciências e técnicas do mar, tendo em vista a sua aplicação na área militar, e contribuir para o desenvolvimento do País nas áreas científica e de defesa do ambiente marinho. 
 
A sua visão estratégica funda-se na premissa de ser um centro de referência no conhecimento e na investigação do mar, nomeadamente através dos seguintes elementos:
 
-Segurança da navegação;
-Aplicação militar;
-Investigação aplicada;
-Multidisciplinaridade;
-Projeção nacional e internacional;
-Proteção do meio marinho;
-Desenvolvimento sustentável de Portugal;
-Centro agregador de informação e conhecimento.
 
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Todo o programa "Arte & Ecologia" > AQUI
 
 
 
 

Exposição | Poetry as an echological survival · Nuno da Luz

07.03.2019 19:30 — 05.04.2019 18:00

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07.03.2019 19:30 05.04.2019 18:00 Exposição | Poetry as an echological survival · Nuno da Luz Link: https:///pt/node?page=10&msite=8

Como Chegar / How to Arrive
Universidade Católica Portuguesa - Porto

[1] Previsão de todas as alturas de maré diárias para a Barra do Douro, durante o período da exposição /
Forecast of all daily tidal ranges for the Barra do Douro, during the exhibition's run
(Dados cedidos pelo Instituto Hidrográfico) 
 [2-5] Fotos da inauguração da exposição por João Pereira © Escola das Artes – UCP

 

7 MAR – 5 ABR 2019
Poetry as an echological survival
Uma exposição de Nuno da Luz
Curadoria: Nuno Crespo
 
No seguimento da sua residência na Escola das Artes no âmbito do programa InResidence promovido pela Câmara Municipal do Porto, Nuno da Luz apresenta uma instalação imersiva de som e luz na Sala de Exposições da EA. Trabalhando gravações de campo e medições registadas pelas boias do Instituto Hidrográfico, a exposição traz para o espaço de galeria o ambiente da Foz do Douro.
 
O programa de residência foi desenvolvido sob a égide de uma citação errónea (ou não) de Álvaro Lapa: «poetry as an echological survival» (derivada do ensaio do poeta e ambientalista norte-americano Gary Snyder, «Notes on Poetry as an Ecological Survival Technique»). Lapa retira «technique» e acrescenta um «h» a «ecological», transformando «eco-» (do grego «oikos», casa) em «eco» («ēchos», som). Este desvio (poético) em que ecologia e ecoar se tornam um único movimento dúplice, possibilita-nos repensar certos fenómenos acústicos, como reverberação e ressonância, enquanto processos ambientais e sociais.

A exposição servirá como modo especulativo sobre como este movimento pode ser uma ferramenta operativa para nos situarmos – e à nossa envolvente – em relações de reciprocidade e cooperação mútuas.

 
A inauguração desta exposição é precedida às 18h pela Aula Aberta "Sobrevivência Echológica", no âmbito do programa Arte & Ecologia, e que será apresentada pelo artista Nuno da Luz e o Comandante Pires Barroqueiro, em representação do Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa. A entrada é livre! > + INFO
 
Inauguração: 7 Mar · 19h30 | Sala de Exposições EA
 
Resumo da Exposição
 

Entrevista com o Artista


Vistas de Exposição
Fotos © Carlos Lobo

   
   

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Imagens da Inauguração
Fotos © João Pereira

 

NUNO DA LUZ
(Lisboa, 1984)
Nuno da Luz vive e trabalha em Lisboa. Artista e publicador, o seu trabalho circunscreve tanto o auditivo como o visual na forma de eventos sonoros, instalações e material impresso; estes últimos na sua maioria distribuídos pela publicadora atlas Projectos (em conjunto com André Romão e Gonçalo Sena) e pela editora discográfica Palmario Recordings (em conjunto com Joana Escoval). Recentemente terminou o programa de mestrado Experimentação em Arte e Política speap em Sciences Po, Paris e fundou o coletivo pluridisciplinar Coyote, que investiga novas formas de comum-ificação (criar comunidade) via publicações, filmes, conferências e outros formatos experimentais (em conjunto com os artistas Tristan Bera e Ana Vaz, a jornalista Elida Høeg e a editora Clémence Seurat). Projetos mais recentes incluem as performances ao vivo “com Ressonância Assistida” em Ficarra (Itália), Paris, Nova Iorque, Porto e Berlim; assim como a sua exposição individual environments na Solar – Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde. Outras exposições individuais incluem RWSNK ECHOS, Kunstraum Botschaft, (Berlim, 2017), Sud e Magia, Syntax (Lisboa, 2016), Wilderness, Galeria Vera Cortês (Lisboa, 2015), laissez vibrer, enblanco projektraum (Berlim, 2013) e cave/Solar (Vila do Conde, 2013), e “O nosso silêncio é um aviso, o nosso silêncio é sólido”, Vera Cortês Art Agency (Lisboa, 2012). Exposições coletivas mais recentes incluem, entre outras, “cidra da luz escoval manso mendes romão sena”, AR Sólido (Lisboa, 2015), “Ficarra_Contemporary Divan”, Palazzo Milio (Ficarra, 2015), “A polyphonic wave of of concrete materials flowing through the air”, Espaço Artes (Porto, 2014), e “12 Contemporaries: Present States”, Museu de Serralves (Porto, 2014). Tem participado em diversos programas de residência, nomeadamente, Cité internationale des arts (2015), Residency Unlimited (2014), e Sound Art Braunschweig Projects (2013).
 
 
Horários de abertura
8 Mar - 5 Abr
terça a sexta | 14 - 19h
Sala de Exposições da Escola das Artes
 

Cortesia: Galeria Vera Cortês

Apoio à residência: inresidenceporto, promovido pela Câmara Municipal do Porto
 
Agradecimento: Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa

Arte & Ecologia | Migração, Exclusão, Resistência · Carla Filipe + Margarida Silva

28.02.2019 18:00

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28.02.2019 18:00 Arte & Ecologia | Migração, Exclusão, Resistência · Carla Filipe + Margarida Silva Link: https:///pt/node?page=10&msite=8

Como Chegar / How to Arrive
Universidade Católica Portuguesa - Porto
Arte & Ecologia
Aulas Abertas
Auditório Ilídio Pinho · 18H
 
Montagem de “Migração, Exclusão e Resistência” (2016), Carla Filipe · 32ª Bienal de S. Paulo
Imagens: Cortesia da artista
 
 
28 FEV | Migração, Exclusão, Resistência
Carla Filipe  (artista)
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Margarida Silva (bióloga)
 
Moderação: Laura Castro
 
 
Esta Aula Aberta ensaia a aproximação entre duas áreas de saber que enformam as relações comunitárias e ambientais: a prática artística de Carla Filipe e a investigação na área da biologia molecular da cientista Margarida Silva. 
 
A aula toma de empréstimo “Migração, Exclusão e Resistência”, título da obra com que Carla Filipe participou na Bienal de São Paulo de 2016. Respondendo ao tema dessa Bienal, “Incerteza Viva”, a artista regressou à sua investigação sobre hortas urbanas e comunitárias. A instalação era composta por canteiros de cimento e pneus velhos com plantas comestíveis não convencionais. Carla Filipe propunha assim uma reflexão sobre a ocupação dos espaços públicos de forma legal para uso-fruto de uma comunidade assim como questionamento sobre o valor de uso atribuído a diferentes espécies vegetais.
 
Após uma apresentação do seu trabalho, a artista estará à conversa com Margarida Silva, bióloga e pioneira em Portugal da prática de hortas urbanas, numa discussão comparativa entre práticas artísticas e científicas. Neste segundo momento da sessão, serão levantadas questões a partir de um conjunto de obras de arte contemporânea com impacto significativo na paisagem e nos ecossistemas circundantes. 
 
 
Carla Filipe
A obra de Carla Filipe é composta a partir da apropriação de objetos e documentos, ou construída através da relação permeável entre objetos de arte, cultura popular e ativismo. Na sua pesquisa, a artista utiliza materiais e elementos, como bandeiras, cartazes, jornais e artefatos ferroviários. O seu percurso artístico iniciou-se na cidade do Porto em 2001, fazendo parte do fluxo artist run spaces, foi co-fundadora do "Salão Olímpico" e do " Projecto Apêndice" , em 2009 ganha a bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para a residência artística na ACME Studios ( UK ) , desde então tem tido um percurso nacional e internacional mais afirmado, desde a Bienal Manifesta 8 “ Diálogo entre região de Múrcia e Norte de África “ curadoria Tranzit.org, Múrcia / Espanha ( 2010); Prémios EDP - Novos artistas, curadoria João Pinharanda, Nuno Crespo, Delfim Sardo, Lisboa / Portugal (2011); V Bienal de Jafre, Curadoria Carolina Grau e Mário Flecha, Jafre / Espanha (2011); "Deaf / Dumb Archive", curadoria Zbyněk Baladrán, Tranzit.Display, República Checa / Praga (2011) ; "Mon, am i barbarian?", curadoria Fulya Erdemci, 13 th Biernal de Istambul / Turquia (2013); " da cauda à cabeça" curad. Pedro Lapa, Museu Berardo, Lisboa / Portugal (2014); "Air Traces" curated by Alan Quireyns, Antuerpia / Bélgica (2014) ;"12 contemporâneos, Estados Presentes” curadoria Suzanne Cotter e Bruno Marchand, Museu Serralves, Porto / Portugal (2014); Re-Discovery III- curadoria Ulrich Loock, Autocenter , Berlim / Alemanha (2015)," Natural Instincts" curadoria Samuel Leuenberger , Les Urbaines, Lausanne / Suiça (2015); “Le Lynx ne connait mas de frontières" curadoria Joana Neves, Fundação D ́Entreprise Ricard, Paris / França (2015); “Au sud d’aujourd’hui” curadoria Miguel Von Hafe Pérez; Fundação Calouste Gulbenkian, Paris / França ( 2015); Residência Artística (2015) Fundação Robert Rauschenberg, Captiva, Florida / E.U.A.; " Incerteza Viva" curadoria Jochen Volz, 32" Bienal de S.Paulo / Brasil (2016); Incerteza viva : uma exposição a partir da 32o Bienal de S. Paulo, curadoria João Ribas e Jochen Volz, Museu de Serralves, Porto/ Portugal (2017); 4th Ural Industrial Biennial curadoria João Ribas, Ural / Rússia (2017); “ Extática Esfinge- Desenho e Animismo Parte II ” curadoria Nuno Faria, CIAJG, Guimarães / Portugal; “ O ontem morreu hoje, o hoje morre amanhã", curadoria Carla Filipe e Ulrich Loock, Galeria Municipal do Porto, Porto / Portugal ( 2018); 
 
Margarida Silva
Margarida Silva nasceu em Pombal em 1963 e licenciou-se em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra em 1986. Ainda em 1986 entrou como assistente estagiária para a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, onde desempenha atualmente o cargo de professora auxiliar e se dedica à docência e investigação. Completou entretanto o mestrado e doutoramento na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos da América, onde se especializou em biologia molecular. Para além das questões relativas aos organismos geneticamente modificados, intervem igualmente nas áreas de desenvolvimento sustentável, alimentação e agricultura. É casada, com um filho, e aos fins de semana dedica-se sempre que possível à jardinagem biológica.
 
Laura Castro
Professora Auxiliar na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa – Porto e membro do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR). Doutorada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto com o trabalho Exposições de arte contemporânea na paisagem. (2010) e mestre em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1993).
Entre o início da década de 90 e 2006 trabalhou no sector cultural. Publicou artigos e livros sobre arte portuguesa dos séculos XIX a XXI e desenvolveu pesquisa e curadoria para diferentes exposições. Membro da Associação Portuguesa de Historiadores de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte.
 
Todo o programa "Arte & Ecologia" > AQUI
 

 

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