Alice Miceli · Em Profundidade (campos minados): Angola e Bósnia

05.05.2022 18:15
Sala de Exposições | Edifício das Artes / Arts Building | Campus Foz

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Universidade Católica Portuguesa - Porto | Campus Foz | Sala de Exposições

Exposição
Em Profundidade (campos minados): Angola e Bósnia
Alice Miceli

5 MAI – 23 JUN 2022
Sala de exposições da EA

Conversa com a artista e o curador no Auditório Ilídio Pinho: 18h15
Inauguração: 19h30

A nova exposição que ocupará a Sala de Exposições da Escola das Artes é protagonizada pela artista brasileira Alice Miceli, com curadoria de Luiz Camillo Osório.

O trabalho Em Profundidade (campos minados), de Alice Miceli, é um projeto que foi sendo realizado ao longo dos últimos anos, explora territórios que passaram por conflitos sangrentos e que seguem matando mesmo depois de declarada a paz. As minas subterrâneas continuam explodindo ali. A obra é composta por quatro conjuntos que se complementam (um em cada continente): Camboja, Bósnia, Colômbia e Angola. Serão expostas na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, duas destas séries - a da Bósnia e a de Angola. Mostrar este trabalho em um momento como o atual, em que uma guerra com potencial nuclear se desenvolve em território europeu, mais que urgente (politicamente), é assustador (existencialmente).

Não há drama nas imagens, parecem paisagens prosaicas e ao mesmo tempo estranhas, intrigantes. Se o espectador passar rápido por elas, não vai ver nada. Aí sempre mora o perigo. A ameaça iminente está nos detalhes. Este trabalho desdobra uma interrogação que já era muito cara ao projeto anterior da artista, sobre Chernobyl – encontrar alguma visibilidade para o que nos ameaça concretamente e não é perceptível pelo olho (nem pela câmera). Como transformar em imagem essa invisibilidade?

Curadoria Luiz Camillo Osorio

 


 

TER – SEX · 14H00 – 19H00

Sala de Exposições da Escola das Artes
ENTRADA LIVRE

 


BIOGRAFIAS
 
ALICE MICELI
A obra de Alice Miceli (Rio de Janeiro, 1980) caracteriza-se por alternar entre vídeo e fotografia, muitas vezes partindo da investigação de eventos históricos e viagens exploratórias, por meio das quais a artista reconstitui traços culturais e físicos de traumas passados infligidos em paisagens sociais e naturais. O seu trabalho faz parte de coleções importantes a nível internacional como as do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Brasil), Cisneros Fontanals Art Foundation (EUA) e Moscow Biennale Art Foundation (Rússia). Recentemente, realizou exposições a solo na Americas Society, em Nova York, e no Instituto PIPA, no Rio de Janeiro, assim como diversas mostras coletivas e feiras de arte nos Estados Unidos, Brasil e Europa. Em 2022, o seu trabalho será apresentado na próxima edição da 17ª Bienal de Istambul.
 
 
LUIZ CAMILLO OSORIO
Diretor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio; membro do GT de estética do CNPQ, bolsista PQ CNPq (nível 2). Doutor em Filosofia, PUC-Rio (1998).
Trabalha na área de Estética e Filosofia da Arte. Os seus principais focos de interesse na investigação são: As articulações entre arte, estética e política; Autonomia e engajamento; Teorias do gênio, desinteresse e sublime; História das vanguardas; A atualidade do juízo e a potência crítica da arte no mundo contemporâneo; curadoria, crítica e história da arte; As relações entre arte, museu e mercado.
Paralelamente à pesquisa acadêmica atua como crítico e curador. Foi curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro entre 2009 e 2015 e curador do Pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza de 2015. Foi do conselho de curadoria do MAM-SP entre 2005 e 2009. Assinou coluna de crítica de arte nos Jornais O Globo (1998/2000 e 2003/2006) e Jornal do Brasil (2001) e na revista espanhola EXIT Express (2006/2007). Membro do grupo de Pesquisa cadastrado no CNPQ – Arte, Autonomia e Política – com os professores Pedro Duarte (Filosofia PUC-Rio) e Sergio Martins (História PUC-Rio).