Florian Hecker

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4 JUN · 18H30 · Florian Hecker
Análise, Re-Síntese, Sinopse

Moderador · Diogo Tudela


Esta sessão inclui um conjunto de projetos que abraçam o comprometimento prático e teórico com Análise e Re-Síntese: conceitos que emergem de investigação em audiologia, psicoacústica e processamento de sinal. Estes serão examinados enquanto ferramentos, criando um "sujeito", um protagonista dos trabalhos aqui apresentados. O som sintético é uma matéria sensual, ainda que altamente formulada, que escapa a descrição linguística, e que proporciona, através do seu encontro, potenciais repercussões sobre outras formas materiais.

Hecker considera o som sintético como um Imaterial, um novo material permanentemente "em produção", referindo-se diretamente a uma problemática ensaiada pelo teoristade design Thierry Chaput e pelo filósofo Jean-François Lyotard na exposição Les Immatériaux no Centre Pompidou, Paris, 1985. Enquanto Les Immatériaux não abordassem a matéria sónica em si, propunha, como questões centrais, os problemas de tradução e representação do irrepresentável, de síntese de materiais, e de reconstrução semântica de objetos percetivos.


BIO
Florian Hecker é um artista cujos projetos incluem trabalhos sonoros eletroacústicos, instalações multi-sensoriais e performances. O seu trabalho foi editado em editoras como Editions Mego, Pan, Rephlex, Tochnit Aleph e Warner Classics, e colaborou em projetos com Cerith Wyn Evans, Aphex Twin, Russell Haswell, Mark Leckey, e Reza Negarestani. A prática artística Hecker explora trajetórias de modernismo avant-garde na performance, instalação e psico-acústica. Projetos recentes incluem exposições solo e performances que ensaiam noções variáveis de timbre, som como um Imaterial, e estímulos objetivos-físicos com o seu impacto psicológico e físico. Fundamental para este campo é a natureza não resolvida dos nossos "objetos de escuta". Aqui a investigação de Hecker considera novos aspetos do timbre relacionados com machine listening, a sua medição e significância cultural. Em linha com a história da quantificação de sensações, desde finais do século XIX que o timbre tem sido descrito pelo que os psicólogos canadianos Albert Bregman e Steve McAdams descreveram de "categoria cesto de lixo multidimensional" para todos os efeitos intratável para a análise.

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