Conferência
Along the Vein
João Melo
14 mai 2026 ● 18H30 ● Auditório Ilídio Pinho
Art + Tech x Cosmos =
Concertos, conferências, exposições e performances 2026
14 mai 2026 ● 20h00 ● AIP Blackbox ● Nuno Loureiro
Along the Vein mapeia o corpo cósmico. A palestra começa com a série de esculturas Adapted Creatures — vestígios orgânicos e eletrónicos que emergem e fermentam na espuma do mar. Em seguida, centra-se em «Undercurrents», uma instalação realizada em colaboração com Diogo Martins que traça a extração de dados como uma continuação material da extração mineral. Baseando-se na observação e documentação de minas de tungsténio abandonadas no centro de Portugal, a obra imagina o mineiro como um ser codificado em evolução.
A mineração de dados é sombria e emaranhada, como os mecanismos ocultos de uma mina — um metabolismo que atualiza ruínas e modos de vida. Along the Vein acompanha o corpo-mina através de coordenadas internas e escalas mutáveis. O mito molda a realidade como uma força ancestral de dois gumes: um ritual de encantamento e controlo, mas também um espaço de libertação.
Art + Tech x Cosmos =
O programa reúne artistas, tecnólogos criativos, curadores, escritores e pensadores com contribuições que abrangem várias constelações temáticas: desde o espiritual e o mítico, infraestruturas sociotecnológicas e lógicas (des)coloniais, até futuros especulativos. Através destas contribuições, o programa explora o potencial para remodelar a forma como pensamos sobre a criatividade humana e não humana, como experimentamos a convergência da arte e da tecnologia e como as suas possibilidades imaginativas podem inspirar novas práticas culturais e mundos. Com curadoria de Joasia Krysa, Nuno Crespo, Daniel Ribas e José Alberto Gomes
CONVIDADOS
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JOÃO MELO João Melo (1995, Porto) vive e trabalha no Porto. A sua prática cruza escultura, instalação, pintura, desenho e suportes audiovisuais. Partindo do corpo como infraestrutura adaptativa, o trabalho move-se entre espaços internos e sistémicos. Aborda extração, agência digital, identidade e ruína, e procura entender como estruturas de poder emergentes, em particular tecnológicas, operam na modelação de corpos, culturas e paisagens. Essas operações inserem nas obras uma dimensão mutável e especulativa, ativando campos de vibração que fazem emergir criaturas híbridas e configurações ritualísticas. |