Disobedience Archive

Marco Scotini
scotini

 

Marco Scotini é o diretor artístico do FM Centro per l’Arte Contemporanea e diretor artístico da NABA – Nova Academia de Belas-Artes, em Milão, Roma e Londres. É também responsável pelo programa de exposições do PAV – Parco Arte Vivente, em Turim. Como curador, colaborou com inúmeras instituições internacionais, incluindo a Bienal de Veneza, a Bienal de Banguecoque, a Bienal de Salónica, a Bienal de Istambul, a Bienal de Yinchuan, a Bienal de Praga, o Van Abbemuseum, o Museu Reina Sofía, o Museu Migros, o SALT, o Castello di Rivoli e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Em 2015, foi curador do Pavilhão da Albânia na 56.ª edição da Bienal de Veneza.

O seu projeto e exposição mais significativos e de longa duração, «Disobedience Archive», tem vindo a ser apresentado em museus e espaços de arte em todo o mundo desde 2005.

Entre as suas publicações contam-se «Politiche della memoria. Documentario e archivio» (DeriveApprodi, 2014), «Artecrazia. Macchine espositive e governo dei pubblici» (DeriveApprodi, 2016), «Utopian Display. Geopolitiche curatoriali» (Quodlibet, 2019), «L’inarchiviabile. L’archivio contro la storia (Meltemi, 2022) e o próximo How Things Appear. Narrative e politiche dell’exhibition display (Quodlibet, 2026).

Ângela Ferreira
Ângela Ferreira

 

Ângela Ferreira, nasceu em 1958 em Maputo, Moçambique, cresceu na África do Sul, onde obteve o grau de mestre na Michaelis School of Fine Art, University of Cape Town. Vive e trabalha em Lisboa, onde obteve o Doutoramento, em 2016. Acredita numa educação como contribuição política para a sociedade e continua a lecionar em Portugal (Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa) e em Moçambique.

Ângela Ferreira desenvolve a sua prática multidisciplinar em torno do impacto do colonialismo e pós-colonialismo na sociedade contemporânea, as investigações são conduzidas por uma pesquisa profunda e pelo filtrar de ideias que conduzem a formas concisas, depuradas e evocativas. A contribuição da sua prática artística debruça-se na construção de uma discussão artística decolonial sólida e não-panfletária. As suas referências focam material de arquivo e frequentemente triangulam entre os três países que fazem parte da sua história pessoal: Africa do Sul, Moçambique e Portugal, como por exemplo em Zip Zap Circus School (2000-2024). Os seus trabalhos mais recentes relevam uma construção positiva da identidade Africana. As suas homenagens escultóricas, sonoras e videográficas têm continuamente referenciado a história económica, política e cultural do continente africano ao recuperar a imagem e obra de algumas figuras inesperadas como Peter Blum, Carlos Cardoso, Ingrid Jonker, Jimi Hendrix, Jorge dos Santos, Diego Rivera, Miriam Makeba, Jorge Ben Jor, Angela Davis, Forough Farrokzhad, Gustav Klucis e a historiadora moçambicana Alda Costa.

Representou Portugal na 52ª Bienal de Veneza em 2007, onde continuou as suas investigações sobre a forma como o modernismo europeu se adaptou, ou não, às realidades do continente africano traçando a história da ‘Maison Tropicale’ de Jean Prouvé.  É ainda a arquitetura que serve de ponto de partida para a o aprofundamento da sua longa pesquisa em torno do apagamento da memória colonial e a recusa da reparação, que encontra a sua mais complexa materialização na obra A Tendency to Forget (2015) focando o trabalho etnográfico do casal Jorge e Margot Dias. Pan African Unity Mural (2018), exibido no Maat Lisboa e no Bildmuseet, Suécia. Além da sua própria trajetória, outras histórias biográficas são simultaneamente narradas, expostas e escondidas neste trabalho. Em Dalaba: Sol’Exil (2019) um trabalho focado em Miriam Makeba, uma das mais proeminentes figuras contra o apartheid, Ferreira cria várias esculturas baseadas em elementos arquitetónicos da casa de exílio onde Makeba viveu em Conakri, quase como um protótipo da relação entre o modernismo e a arquitetura vernacular Africana. Rádio Voz da Liberdade (2022) presta homenagem ao papel essencial das estações de rádio na disseminação da luta pela independência em todo o mundo, como a estação de rádio portuguesa Rádio Voz da Liberdade, que funcionava nas instalações da RTA Radio Diffusion Television Algerienne entre 1962 e 1974, até à queda do regime ditatorial do Estado Novo. Um momento raro em que uma estação de rádio africana apoia a libertação de um país europeu. O projeto Campo Experimental (2024) presta tributo ao trabalho visionário de um grupo de investigação em Moçambique - TBARN (Técnicas Básicas de Aproveitamento de Recursos Naturais) – creditando também o impulso autoral da historiadora moçambicana Alda Costa.

DOS SEUS TRABALHOS RECENTES DESTACAM-SE:
Slits are Girls (2026); Campo Experimental: Ângela Ferreira in collaboration with Alda Costa (2024 / 2025); Talk Tower For Miriam Makeba (2024); Campo Experimental (2024); Klucis goes to Algeria (2023); Rádio Voz da Liberdade (2022); Realistic Manifesto (Gabo´s Fundamental Principles of Constructivist Practice) (2022); Mais Pesado que o Céu (2021);  #BucketsystemMustFall (2021); A Spontaneous Tour of Some Monuments of African Architecture (2021); Talk Tower for Forough Farrokhzad (2020); 1 Million Roses for Angela Davis (2020); Rugby (2020); Dalaba: Sol d’Exil (2019); Pan African Unity Mural (2018);Talk Tower for Diego Rivera (2017); Wattle and Daub (2016); A Tendency to Forget (2015); Independence Cha Cha (2014); Mount Mabu (2013); Talk Tower for Ingrid Jonker (2012); Stone Free (2012); Collapsing Structures/ Talking Buildings (2012); Cape Sonnets (2010/2012); For Mozambique (2008). Maison Tropicale (2007).

 

Agenda

Out

15
Disobedience Archive
Inauguração de exposição

Escola das Artes | Universidade Católica Portuguesa

Rua de Diogo Botelho 1327
Porto4169-005
Portugal
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