Prémio Sonae Media Art no Museu do Chiado com forte presença da EA

 
Está aberta ao público a partir de hoje, dia 29 de Novembro, a exposição que reúne no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado as obras dos cinco artistas finalistas do Prémio Sonae Media Art 2019.
 
Entre os finalistas do Prémio encontram-se os antigos antigos alunos da Licenciatura em Som e Imagem Diogo Tudela, Bernardo Bordalo Ferreira e Rui Nó (integrando o coletivo berru) e Rodolfo Quintas. Diogo Tudela é ainda antigo aluno do Mestrado em Artes Digitais, sendo atualmente professor na EA.
 
O Prémio Sonae Media Art é o maior projeto português de incentivo à produção de arte na área dos novos media, privilegiando trabalhos artísticos pensados numa perspetiva interdisciplinar.
 
A seleção dos finalistas da edição de 2019 foi feita por um júri composto por André Rangel, António Cerveira Pinto e Adelaide Ginga, sendo que o vencedor será anunciado a 4 de Dezembro, cabendo esta decisão a um júri de premiação constituído por Miguel Soares, Patrícia Gouveia e Yves Bernard.
 
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Diogo Tudela (Porto, 1987)
Collisions & Render Engines
A instalação articula uma série de 12 impressões, geradas através de um algoritmo fotogramétrico que analisa e correlaciona imagens de artilharia e pirotecnia, que são retroiluminadas momentaneamente,e em ordem aleatória, em reação a um sinal sonoro de 8 canais que emite padrões rítmicos generativos de objetos sónicos criados através da síntese de fogos de artifício, explosões balísticas e percussão do léxico da cultura rave.

Propõe uma análise à conceção de media, dirigindo-se ao seu papel dentro do complexo militar–industrial–media–entretenimento enquanto produtora de soluções formais que contribuem, simultaneamente, para a endo-militarização do quotidiano, assim como para a importância da ficção, pós-produção e dos efeitos especiais em contexto bélico.  

 
(Foto de Rui Gaudêncio)
 
Coletivo berru [Bernardo Bordalo (1991), Mariana Vilanova (1996), Rui Nó (1993)  e Sérgio Coutinho (1992)]
Systems Synthesis (Síntese de Sistemas)
Um sistema biológico de sensivelmente dois metros de diâmetro, composto por plantas e outros organismos, foi transportado de um terreno urbano abandonado para o espaço expositivo. Na sala, a máquina replica através de algoritmos as condições ambientais do seu local nativo, um lugar esquecido onde a natureza cresce sem intervenção humana. Systems Synthesis propõe uma relação simbiótica entre Natureza e Tecnologia onde os organismos vivos dependem da máquina para sobreviver que, por sua vez, depende da vida para servir o seu propósito. 
 
(Foto de Rui Gaudêncio)
 
Rudolfo Quintas (Porto,1980)
Keystone I, II, III, IV
Keystone I, II, III, IV consiste em quatro esculturas de novos media que confrontam o espectador com uma análise objetiva feita por uma entidade de IA sobre as ideias escritas online pela sociedade portuguesa. Esta informação é apresentada mediante a recriação de uma rede de complexas interações, traduções e um  feedback permanente entre o mundo digital e não-digital.
Durante um período de três meses, o artista e sua equipa treinaram a entidade de IA para ser capaz de ler e falar sobre o que experimentou. Este sistema, inspirado nas redes neurais do cérebro humano, recolheu, analisou e avaliou o sentimento de mais de 100.000 tweets das contas mais seguidas do Twitter (políticos, jornais, partidos, etc.) em Portugal.