Público: a melhor exposição do ano teve curadoria do diretor da Escola das Artes

 
O Ípsilon (suplemento cultural do Público) considerou “Um Realismo Necessário” de José Pedro Cortes como a melhor exposição do ano, no seu resumo cultural de 2018. A exposição teve curadoria de Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes, e esteve patente no Museu do Chiado, em Lisboa, de 28 de junho a 28 de outubro.
 
O jornal justifica a escolha com “o modo como o artista assegurou este movimento [o regresso ao mundo dos elementos fotografados], fundando-o na sensibilidade generosa do seu olhar”, mas também com o trabalho do curador que se provou “sensível à multiplicidade de imagens que esse mesmo olhar fixou”. Estas duas contribuições “fizeram de Um Realismo Necessário a exposição do ano.”
 
No Museu do Chiado, esteve em exposição uma seleção de fotografias de José Pedro Cortes, feitas entre 2005 e 2018, algumas inéditas e outras que já haviam sido publicadas nos seus livros. “Sem geografias ou tempos”, as imagens “revelam o seu interesse na representação do corpo humano”, transitando entre o interior e o exterior, entre os centros e as margens. Segundo o texto da exposição, o artista “aceita a complexidade deste tempo, a sua fabricação e os seus impulsos, a sua vulnerabilidade e beleza, que não permite leituras dogmáticas".
 
O Público destaca nesta exposição “a importância consagrada a uma experiência visual do mundo, um realismo que não festeja a realidade em si mesma, nem propõe uma fuga da sua experiência, mas que afirma a sua contingência e pluralidade fenoménica.”
 
Leia o artigo do Público na íntegra aqui.
Leia a crítica de José Marmeleira à exposição (5 de julho) aqui.
 
Dezembro de 2018